
- A ansiedade social é uma sensação difusa e desagradável de apreensão, que precede qualquer compromisso social novo ou desconhecido.
- Ansiedade social anormal ou patológica: resposta inadequada a determinado estímulo, prejudicando o indivíduo
- A fobia social: medo patológico de agir de forma inadequada na presença de outras pessoas.
- Dois tipos de fobia social: a circunscrita (restrita a um tipo de situação social) e a generalizada (aparece em quase todas as situações sociais).
Fobia social e depressão
Versiani & Nardi observaram alta freqüência de depressão maior (29,6%) e de distimia (18,4%) em uma amostra de 250 fóbicos sociais (Tabela). Barlow et al encontraram 38% de depressão co-mórbida em pacientes com fobia social, e 35% dos fóbicos sociais relatados por Stein et al tinham história de depressão maior. Estudando pacientes com transtornos depressivos, Sanderson et al relataram a ocorrência de fobia social em 27% dos distímicos e em 15% dos pacientes com depressão maior examinados.
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Tabela – Características clínicas de uma amostra de 250 fóbicos sociais primários |
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Idade média (DP) anos: Sexo (%): Educação (%): Subtipo de fobia social (%): Duração média da doença (DP) anos: Idade média de início de doença (DP) anos:
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42,8 (9,3) masculino universitário generalizada 20,7 (5,8) 14,7 (6,8) |
74,0 68,4 68,0
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feminino 2° grau circunscrita
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26,0 31,6 32,0
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Comorbidade DSM-III-R (%): Eixo I
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Ansiedade generalizada Distimia secundária Transtorno de pânico Depressão maior Abuso de álcool |
17,2 18,4 11,2 29,6 24,0 |
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Eixo II |
Transtorno da personalidade esquiva Transtorno da personalidade dependente |
60,0 5,2 |
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Nunca havia feito tratamento anteriormente |
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66,8% |
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· Se a depressão maior é uma complicação freqüente da fobia social, precisa-se investigar sistematicamente a presença desse transtorno de ansiedade em pacientes que se apresentam com quadro depressivo.
· Aimes et al relatam que os sintomas depressivos são comuns em 50% de sua amostra de fóbicos sociais.
· A maioria dos pacientes com fobia social e distimia não procura tratamento
· A depressão ocorre com freqüência em amostras clínicas de pacientes com transtornos de ansiedade.
Conclusões
Fobia social é agora reconhecida como um transtorno altamente incapacitante. Entretanto, a maioria dos pacientes não procura tratamento. Isto também ocorre com a distimia, em que um alto grau de incapacitação é acompanhado de ausência de tratamento. Adicionando os dois diagnósticos, certamente se confronta com uma subamostra que deve ser prontamente diagnosticada e tratada.
A fobia social se apresenta freqüentemente associada a outros diagnósticos psiquiátricos, sendo a associação mais freqüente a depressão. Algumas hipóteses sobre a associação entre fobia social e depressão são: (1) a fobia social e a depressão são variantes de uma mesma doença que aparece em tempos diferentes; (2) o estado co-mórbido representa uma terceira entidade nosológica; e (3) a fobia social e a depressão são doenças distintas.
- A ansiedade social é uma sensação difusa e desagradável de apreensão, que precede qualquer compromisso social novo ou desconhecido.
- Ansiedade social anormal ou patológica: resposta inadequada a determinado estímulo, prejudicando o indivíduo
- A fobia social: medo patológico de agir de forma inadequada na presença de outras pessoas.
- Dois tipos de fobia social: a circunscrita (restrita a um tipo de situação social) e a generalizada (aparece em quase todas as situações sociais).
Fobia social e depressão
Versiani & Nardi2 observaram alta freqüência de depressão maior (29,6%) e de distimia (18,4%) em uma amostra de 250 fóbicos sociais (Tabela). Barlow et al3 encontraram 38% de depressão co-mórbida em pacientes com fobia social, e 35% dos fóbicos sociais relatados por Stein et al4 tinham história de depressão maior. Estudando pacientes com transtornos depressivos, Sanderson et al5 relataram a ocorrência de fobia social em 27% dos distímicos e em 15% dos pacientes com depressão maior examinados.
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Tabela – Características clínicas de uma amostra de 250 fóbicos sociais primários |
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Idade média (DP) anos: Sexo (%): Educação (%): Subtipo de fobia social (%): Duração média da doença (DP) anos: Idade média de início de doença (DP) anos:
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42,8 (9,3) masculino universitário generalizada 20,7 (5,8) 14,7 (6,8) |
74,0 68,4 68,0
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feminino 2° grau circunscrita
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26,0 31,6 32,0
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Comorbidade DSM-III-R (%): Eixo I
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Ansiedade generalizada Distimia secundária Transtorno de pânico Depressão maior Abuso de álcool |
17,2 18,4 11,2 29,6 24,0 |
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Eixo II |
Transtorno da personalidade esquiva Transtorno da personalidade dependente |
60,0 5,2 |
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Nunca havia feito tratamento anteriormente |
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66,8% |
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· Se a depressão maior é uma complicação freqüente da fobia social, precisa-se investigar sistematicamente a presença desse transtorno de ansiedade em pacientes que se apresentam com quadro depressivo.
· Aimes et al6 relatam que os sintomas depressivos são comuns em 50% de sua amostra de fóbicos sociais.
· A maioria dos pacientes com fobia social e distimia não procura tratamento
· A depressão ocorre com freqüência em amostras clínicas de pacientes com transtornos de ansiedade.
Conclusões
Fobia social é agora reconhecida como um transtorno altamente incapacitante. Entretanto, a maioria dos pacientes não procura tratamento. Isto também ocorre com a distimia, em que um alto grau de incapacitação é acompanhado de ausência de tratamento. Adicionando os dois diagnósticos, certamente se confronta com uma subamostra que deve ser prontamente diagnosticada e tratada.
A fobia social se apresenta freqüentemente associada a outros diagnósticos psiquiátricos, sendo a associação mais freqüente a depressão. Algumas hipóteses sobre a associação entre fobia social e depressão são: (1) a fobia social e a depressão são variantes de uma mesma doença que aparece em tempos diferentes; (2) o estado co-mórbido representa uma terceira entidade nosológica; e (3) a fobia social e a depressão são doenças distintas.