Os primeiros tricíclicos foram desenvolvidos em 1949 para o tratamento das psicoses, mas não foram eficazes, começando a serem utilizados como antidepressivos na década de 1950.
Seu nome devido a presença de três anéis de átomos. As diferenças entre os diversos tricíclicos decorre de pequenas mudanças nessa cadeia lateral e da presença ou não do nitrogênio no anel do meio.
Eles bloqueiam os transportadores membranares dos neurônios pré-sinápticos que recolhem monoaminas neurotransmissoras do exterior (ou seja, da sinapse) e, portanto maximizam a duração da sua ação nos neurônios pós-sinápticos, ao permitir que atuem na biofase durante mais tempo.
A maioria dos tricíclicos bloqueia os transportadores de noradrenalina, dopamina e serotonina.
Indicação:
- depressão crônica ou profunda
- fases depressivas na doença bipolar
- tratamento de dor neuropática
Efeitos colaterais:
- retenção urinária
- boca seca
- obstipação
- dificuldade de concentração e aprendizagem
- visão com acuidade diminuída
- mania
- aumento da freqüência cardíaca
- diminuição da libido
- sonolência
- tremores finos
- sudorese
A intensidade dos efeitos colaterais varia de pessoa para pessoa e tende a se reduzir no espaço compreendido entre 3 e 15 dias. Na maioria das pessoas ela cai a nível suportável e não chega a perturbar as atividades diárias. Entretanto, em algumas pessoas a intensidade permanece alta e, em tais casos, o melhor é retirar o medicamento.
Parece que o uso prolongado desses medicamentos pode trazer algumas alterações irreversíveis e que se instalam de forma imperceptível. Exemplo: hipotiroidismo. Daí a conveniência de controle periódico com o médico e avaliação geral do organismo.
Exemplos de antidepressivos tricíclicos
Amitriptilina: Amytril, Tryptanol
Clomipramina: Anafranil
Imipramina: Imipra, Tofranil
Nortriptilina: Pamelor