Disfunção Sexual é a incapacidade de participar do ato sexual, com satisfação devido à dor relacionada ao intercurso ou impedimento em uma ou mais fases do ciclo de resposta sexual (desejo-excitação-orgasmo-resolução).
Ela pode se manifestar como uma alteração da excitação ou como uma diminuição da libido.
Um estudo realizado pelo projeto Prosex em parceria com algumas instituições revelou que 54% dos brasileiros, pelo menos 25 milhões de homens, sofrem com algum problema de ereção.
Porque ocorre a Disfunção Sexual (fisiologia)
A disfunção sexual pode ter várias origens, como problemas psíquicos como a depressão ou doenças como a diabetes.
Tendo em vista a complexidade da fisiologia sexual, podemos dizer que a função sexual recebe influências de natureza central (Sistema Nervoso Central) e periférica (tudo o que não vem do cérebro). No Sistema Nervoso Central (SNC) sabemos que existem alguns neurotransmissores relacionados à função sexual, como por exemplo, a Dopamina, relacionada ao desejo e à excitação. Também participam da excitação a Serotonina e a Noradrenalina. Em termos de hormônios elaborados também no SNC, temos a prolactina, relacionada à excitação subjetiva e a ocitocina, diretamente relacionada ao orgasmo.
Influindo na sexualidade e fora do SNC, ressaltam-se alguns hormônios, notadamente a progesterona, o estrogênio e a testosterona, todos envolvidos na deflagração do desejo sexual. Portanto, inúmeros elementos, especialmente hormônios e neurotransmissores, acham-se diretamente ou indiretamente envolvidos com a função, desempenho e satisfação sexual de homens e mulheres.
No Brasil, a disfunção sexual atinge 51% das mulheres e 48% dos homens. A depressão é um dos fatores mais responsáveis por esses índices. Com ela, a libido é diminuída, impedindo o ciclo do desempenho sexual, fantasias e estímulos. Não havendo desejo, a atividade sexual é pouca ou ausente, comprometendo o relacionamento como um todo e repercutindo em outras áreas da vida do casal.
No homem deprimido, a falta de excitação se traduz na Disfunção Erétil, chamada antes de Impotência Sexual. Trata-se da incapacidade de manter a ereção para se completar o ato sexual, fato que também irá gerar frustrações e, nesse nosso tema, resultará em agravamento do estado depressivo.
Já na mulher, a alteração sexual é denominada de frigidez, que se traduz em falta de prazer ou dor durante as relações sexuais. Nessas circunstâncias elas evitam o ato sexual e/ou desenvolvem um sentimento de culpa, agravando ainda mais seu estado depressivo.
A disfunção sexual freqüente na depressão pode ainda piorar quando, o próprio tratamento para a depressão acaba induzindo essas disfunções, pois muitos antidepressivos diminuem o desejo sexual.
Nem todos os antidepressivos são bem tolerados por todas pessoas e quanto mais seletivo for o antidepressivo, sobre o número de produtos e locais do cérebro sobre os quais atua, menos são os efeitos colaterais.
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Efeitos de alguns antidepressivos sobre a sexualidade |
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| TRICÍCLICOS
Desipramina Nortriptilina Amitriptilina Imipramina |
Diminuição do desejo, disfunção orgástica, atraso ou ausência de orgasmo, disfunção de ejaculação e disfunção erétil. |
| ISRS
Citalopram Escitalopram Fluoxetina Fluvoxamina Paroxetina Sertralina |
Diminuição do desejo, disfunção orgástica, disfunção de ejaculação e diminuição da lubrificação. |
| OUTROS | |
| Bupropiona | Aumento do desejo e diminuição de excitação (raro). |
| Nefazodone | Sem efeito no desejo e mínima disfunção orgástica. |
| Mirtazapina | Sem efeito no desejo e mínima disfunção de excitação. |
| Trazodone | Aumento do desejo, disfunção erétil e orgástica, priapismo (raro). |
| Venlafaxina | Diminuição do desejo, disfunção orgástica, disfunção erétil. |